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Domingo é Dia Mundial da Luta contra Hanseníase

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27/01/2012 9:54


 O último domingo do mês, 29 de janeiro, é o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase.
O Brasil é o segundo país do mundo em detecção de casos da doença, com 37.610 novos casos diagnosticados no ano de 2010, cuja taxa de detecção é de 18,2 por 100 mil habitantes.
Santa Catarina apresenta um dos menores índices de contaminação pela hanseníase, que, popularmente, é conhecida como lepra.
Em 2011, o estado diagnosticou 214 novos casos, apresentando taxa de detecção de 3,4 por 100 mil habitantes.
Mesmo assim, ela continua sendo um grave problema de saúde pública, principalmente pelo fato de as pessoas buscarem auxílio médico tardiamente.
De acordo com a coordenadora estadual da Hanseníase da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Jeanine Varela, o grupo que merece maior atenção é o familiar, pois sete crianças menores de 15 anos apresentaram a doença.
Assim que os pacientes apresentarem sintomas ou sinais suspeitos, devem recorrer às unidades de saúde, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento.
A hanseníase não é hereditária e tem cura, mas, se não for tratada, pode provocar incapacidades físicas e deformidades, responsáveis pelo preconceito e discriminação aos portadores.
É uma doença infecciosa, de longa evolução.
A transmissão ocorre pelo contato com pessoas doentes que não receberam o tratamento, através das vias aéreas superiores – nariz e boca.
Os principais sintomas são perda da sensibilidade ao calor, ao frio e à dor, dormência, formigamento, caroços, inchaços e manchas esbranquiçadas e avermelhadas pelo corpo.
O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas pode variar de dois a sete anos.
A doença é uma enfermidade que passa despercebida porque se acredita que não exista mais ou se tem informação equivocadas de como é na realidade.
Por isso, a hanseníase continua sendo um grande desafio da Saúde Pública em muitos países.
Na Europa, por exemplo, praticamente desapareceu com exceção da Espanha, Portugal e Itália.
O fato ocorreu devido a importantes modificações socioeconômicas que melhoraram radicalmente o nível de vida das pessoas.
Esse mesmo registro não se deu na maioria dos países tropicais e subdesenvolvidos, onde a Hanseníase continua endêmica, como na Índia, país em primeiro lugar em detecção de casos da doença.
A Hanseníase está inserida nas ações de atenção básica, sendo as unidades de saúde municipais, locais importantes para o desenvolvimento das atividades de prevenção e controle da doença.
Além de estarem qualificadas para diagnosticar e tratar os casos confirmados, realizam atividades de vigilância, busca e monitoramento de seus contatos.

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