19/02/2012 16:44
Caiu muito mal a derrota do Grêmio diante do São José/RS, na tarde deste sábado, no Estádio Passo D'Areia. A postura da diretoria, no entanto, é a de evitar falar em “demissão” de Caio Júnior nesse momento. O diretor executivo Paulo Pelaipe negou reunião para tratar da permanência ou não do treinador, mas admitiu pressão da torcida pela troca de comando.
- Não há nenhuma reunião, absolutamente. Claro que estamos sempre avaliando o trabalho. Até o momento não existe nada, só especulação e pressão da torcida - contou.
Após a derrota contra o São José, Caio Júnior pediu mais tempo para implantar sua metodologia. A falta de um padrão de jogo é justamente um dos principais pontos contestados.
- No futebol, não se costuma dar tempo, mas o Grêmio precisa planejar uma equipe para o momento e para o futuro. Eu ainda não tenho um time definido. Estou trabalhando com as dificuldades e ainda há jogadores chegando – disse, em entrevista coletiva.
No Gauchão, em oito partidas, Caio conseguiu quatro vitórias, um empate e três derrotas, representando aproveitamento de 54,2%. O time garantiu vaga para as quartas de final apenas na quarta colocação, atrás de Novo Hamburgo, Caxias e Veranópolis, respectivamente. Se o Cruzeiro/RS não tivesse sido punido pela perda dos seis pontos, o Tricolor gaúcho nem teria se classificado.
Entre conselheiros do Grêmio, já circula a informação de uma possível troca de comando. Vanderlei Luxemburgo, ex-Flamengo, seria o nome mais cotado para assumir o comando gremista, caso seja confirmada a demissão de Caio Júnior. Adilson Batista também é opção.
Para o GRe-Nal de quarta-feira, válido pelas quartas de final da Taça Piratini, existe possibilidade de que Caio Júnior não seja o comandante. Nesse caso, o auxiliar técnico Roger treinaria a equipe, interinamente.
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